terça-feira, 25 de junho de 2013

Medicamento Único

ARNICA


           
                                                          IV - MEDICAMENTO ÚNICO 

              Para finalizar esse tema sobre as leis básicas da medicina homeopática, vamos agora falar sobre o “medicamento único”.
              Como vimos nos artigos anteriores, durante o tratamento homeopático buscamos individualizar ao máximo cada paciente, considerando suas queixas clínicas, estilo de vida, hábitos, modo de pensar, sentir, agir, etc. Sabemos e temos certeza de que cada um de nós é único: a impressão digital e o código genético  totalmente individuais, são exemplos irrefutáveis disso.  Com essa idéia e sintonia é que buscamos encontrar o medicamento que mais se assemelhe às queixas do paciente. Esse medicamento é denominado Simillimun, também conhecido como “medicamento de fundo” ou “medicamento constitucional”. Nós, homeopatas, procuramos sempre que possível, encontrar o Simillimun, como recomendava Hahnemann. É bem provável que isso não aconteça nas primeiras consultas, uma vez que a avaliação dos sintomas passam também e especialmente pela informação do paciente e que vai aprofundando à medida que se estreita a relação médico-paciente. Assim, à medida que o cliente retorna, esse quadro vai ficando mais claro e é então possível traçar-lhe um perfil mais exato, permitindo a escolha do melhor medicamento para cada indivíduo.
               Na minha clínica diária, prescrevo também medicamentos homeopáticos auxiliares para melhorar os sintomas do paciente, pois penso que devemos sempre buscar conforto, bem estar e qualidade de vida. Por isso, além dos remédios, também realizo aconselhamento psicológico, alimentar, atividade física e mudanças de hábitos que porventura estejam causando desequilíbrios, pois isso também é estar atuando e auxiliando a melhoria da saúde como um todo.
              Com isso terminamos o conhecimento das leis básicas que regem a homeopatia. Vimos que a homeopatia é um sistema médico-filosófico diferenciado por entender cada paciente como um ser humano único, especial e indivisível enquanto corpo, alma e espírito.
              Para finalizar transcreverei o parágrafo 9 do livro “Organon da Arte de Curar” de autoria do Dr. Samuel Hahnemann:
              “No estado de saúde, a força vital espiritual (autocracia ), que dinamicamente anima o corpo material (organismo), reina com poder ilimitado e mantem todas as suas partes em admirável atividade harmônica, nas suas sensações e funções, de maneira que o espírito dotado de razão, que reside em nós, pode livremente dispor desse instrumento vivo e são para atender aos mais altos fins de nossa existência”.

             
              Abraços fraternos,
              Dra. Myrza M.T. da Silva
                         

                                                       




segunda-feira, 10 de junho de 2013

Homeopatia - Doses Infinitesimais

                                                     



                                    "É mais fácil quebrar um átomo que um preconceito."
                                                                                       A. Einstein


                                 FUNDAMENTOS DA HOMEOPATIA - continuação

                                                                                                                                                                    
Vimos no texto anterior – Fundamentos da Homeopatia – que a medicina homeopática segue quatro princípios básicos:
·         Lei da Semelhança
·         Experimentação no indivíduo sadio
·         Doses infinitesimais
·         Medicamento único

       Já esclarecemos sobre a lei da semelhança e da experimentação no indivíduo sadio. Agora vamos entender os demais princípios.

                                                 III - DOSES INFINITESIMAIS

       Dr. Hahnemann observou, enquanto realizava as experiências iniciais, que usando doses mais fracas obtinha melhores resultados, isto é, realizava a cura de maneira mais suave e com menos agravações. Mas mesmo assim as doses ainda acarretavam pioras do quadro clínico. Não contente com isso ele foi diluindo o medicamento cada vez mais até chegar às doses infinitesimais ou extremamente diluídas. Nesse processo Hahnemann observou que quanto mais diluídas e dinamizadas as doses,seguidas de agitação forte e vigorosa (processo denominado de sucussão), mais energia curativa se desprendia daquelas substâncias, realizando melhoras do paciente com o mínimo de efeitos colaterais.
     Samuel Hahnemann afirmou em 1816: “Não foi em virtude de uma opinião preconcebida nem de amor à excentricidade que me decidi a favor de doses tão fracas, tanto em relação a quina ( substância que usou em si mesmo numa experimentação ) como a qualquer outra substância. Cheguei até lá depois de observações frequentemente renovadas, e elas me demonstraram que maiores quantidades de medicamentos, mesmo no caso que fazem bem ao doente, agem com intensidade maiores do que a necessária para obter a cura, causando assim efeitos colaterais. Por isso diminuí as quantidades e desci até as mais ínfimas doses, que me parecem suficientes em oferecerem uma dose salutar, sem agirem com violência capaz de retardar a cura”.     
     Sabemos que tudo no universo, tanto no macro como no microcosmos, é matéria e energia e uma se converte na outra. Albert Einstein, um expoente da ciência, expressou na sua conhecida equação E=MC2 (E = energia, M é a massa e C é a velocidade da luz ) a possibilidade da matéria se converter em energia e vice-versa. Portanto, não há vida sem energia. No ser humano ela é conhecida por várias denominações: energia vital, chi ou ki e é responsável por manter a vida, os órgãos e todas as funções do corpo em funcionamento, como por exemplo, o sistema imunológico, hormônios, metabolismo e todos os demais.   
      Desde Hahnemann a ciência tem feito importantes pesquisas e hoje a medicina tradicional vem utilizando medicamentos com diluições muito pequenas como a do micrograma com ótimos efeitos.
       Outro avanço da ciência em relação às micropartículas e a energia desprendida, tem seu ápice na construção do Grande Colisor de Hádrons ( LHC ), que é o maior acelerador de partículas do mundo. Em dezembro de 2011 os cientistas do LHC anunciaram a descoberta de uma nova partícula que eles acreditam ser o famoso  bóson de Higgs, que recebeu o apelido popular de “partícula de Deus”, por ser a partícula que permite que todas as outras tenham diferentes massas. Estamos citando essa grande e importante descoberta científica para entendermos melhor a existência, a possibilidade e a realidade das doses infinitesimais. (1) Outros estudos interessantes sobre o medicamento homeopático estão relacionados às pesquisas referentes à memória da água. (2)
     Portanto podemos observar que muitos estudos têm dado noção de como age a homeopatia. Além disso é se suma importância  citarmos os ótimos resultados que nós homeopatas temos obtido por 200 anos na nossa clínica diária e nas pesquisas científicas realizadas e publicadas. 
     Para aqueles que querem ampliar as explicações acima, sugerimos leitura dos links abaixo:

           No próximo artigo falaremos sobre Medicamento Único. Até lá!
Abraços fraternos,

Dra. Myrza M. Teixeira da Silva.

                                                           
                                                             

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Fundamentos da Homeopatia


OS FUNDAMENTOS DA HOMEOPATIA

       A homeopatia é um sistema de tratamento médico que visa curar por meio de doses infini-
tamente pequenas de substâncias capazes de produzir, em individuos sadios, sintomas semelhan-
tes aos da doença que se pretende tratar.   
         Assim, podemos falar sobre quatro princípios básicos da Homeopatia:
·         Lei da Semelhança
·         Experimentação no indivíduo sadio
·         Doses infinitesimais
·         Medicamento único

Veremos que a homeopatia é um tratamento individualizado, pois compreende ca- da pessoa no seu mundo interno ( psico-mental ) e suas reações ao mundo exterior.
I - PRINCÍPIO DA SEMELHANÇA

                       A palavra Homeopatia vem do grego com o seguinte significado:
        Homeo : mesmo, igual, semelhante.
        Phatos : sofrimento, doença.

E tem como principio a expressão latina: Similia similibus curentur, isto é, os semelhantes curam os semelhantes. O  Dr. Herbert Roberts dá um bom exemplo para o que estamos querendo dizer. Vamos representar a doença ou enfermidade como um trem correndo a uma certa velocidade , ora, para controlar esse trem temos duas possibilidades: enviar um trem em sentido contrário (remédio alopático – anti-inflamatório, e outros “anti”) e parar à força; ou enviar um trem no mesmo sentido (medicamento homeopático)  que possa ao encontrá-lo, imprimir uma nova velocidade ao conjunto (equilíbrio, harmonia, cura) e pará-lo suavemente.
Pelo princípio da semelhança, as substâncias curam os mesmos sintomas que são capazes de produzir quando experimentados na pessoa sadia. Por exemplo: a Belladona, preparada homeopaticamente, causa na pessoa sadia  febre alta, que sobe rapidamente, com sede, boca seca e rubor facial, pupilas dilatadas, amígdalas  inchadas e dolorosas. Assim, se um paciente apresenta esses sintomas, estamos autorizados, pela Lei dos Semelhantes, a prescrever-lhe o medicamento  Belladona. Outro exemplo interessante é a experimentação do Natrium muriaticum(sal de cozinha) dinamizado que causa inúmeros sintomas na pessoa saudável, entre eles: falta de ar por esforços (que melhora ao ar livre), língua mapeada, tristeza que piora com consolo,  sonha com ladrões e não consegue voltar a dormir ,ou então, se levanta da cama e vai ver se a casa está revirada. Um paciente que se queixa desses sintomas, quando toma o medicamento Natrium muriaticum, cura os sintomas físicos e psíquicos ficando saudável e reequilibrado.

II - EXPERIMENTAÇÃO NA PESSOA SADIA

É um modelo no qual os medicamentos devem ser experimentados nas pessoas sadias. Os sintomas que a medicação causa são minuciosamente anotados e servirão de base   para curar doentes com os mesmos sintomas. Não usamos animais porque as doenças se manifestam não somente por sintomas objetivos como febre,urticária, inchaços ou diarréia, mas também por sintomas subjetivos e emoções como sede, frio, fraqueza ou angústia,sensações essas que não seriam possíveis verificar em animais.
A experimentação é realizada com 20 a 100 pessoas (experimentadores) que são considerados sadios após exame clínico, laboratorial e psicológico. Um médico será o responsável e o grupo será dividido em dois, um grupo receberá o medicamento e o outro grupo receberá substância inerte (placebo). Nenhum dos grupos saberá qual substância está tomando. Os sintomas físicos, mentais, emocionais e sensações serão anotados e classificados. Com todos os detalhes reproduzidos, posteriormente, o médico homeopata poderá encontrar o remédio mais rico em "semelhanças" com os sinais e sintomas para curar aquele paciente, naquele momento. Vale  saber que desde os primeiros experimentos realizados pelo Dr. Samuel Hahnemamm, temos mais de 2000 medicamentos experimentados.

No próximo artigo vamos falar dos outros princípios homeopáticos. Até lá!
Abraços fraternos,

Dra. Myrza M.T .da Silva

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Que é Homeopatia?

                                                                                           
Dr.Samuel Hahnemann




   A homeopatia é um sistema médico filosófico e terapêutico que vê o ser humano como uma  totalidade constituída de corpo, alma e espírito existindo uma relação íntima entre eles. Quando ocorre um distúrbio em uma dessas partes, isso se reflete nas outras. Quem de nós já não notou isso? Quando passamos por uma situação difícil e sentimos nervosismo, ansiedade ou preocupação, notamos que essas emoções podem afetar nossa saúde, aparecendo sintomas como expressões desse desequilíbrio dos sentimentos. Assim, uma situação difícil, um “stress” maior, etc, pode desencadear uma gripe, alteração da  pressão ou  do diabetes, a  enxaqueca ataca, surge  uma crise alérgica, alteração do sono, entre outras tantas manifestações. O médico homeopata procura olhar e entender o seu paciente como um todo e dessa forma, trata o doente e não somente a doença no corpo físico.


UM BREVE HISTÓRICO DA HOMEOPATIA



     O sábio Hipócrates ( 460-475 anos A.C.), considerado o “Pai da Medicina”, medicava os doentes como uma totalidade indivisível corpo-alma-espírito. Séculos depois um famoso e respeitado médico alemão, Samuel Hahnemann (1755-1843), realizava a medicina daquela época, que prescrevia sangrias com sanguessugas, ventosas ou corte nas veias, laxantes, eméticos (provocam vômitos), tudo isso para eliminar as impurezas e assim, curar. Hahnemann observou que esse tratamento comumente prejudicava os doentes, debilitando-os e muitas vezes causando morte. Aflito com isso, renunciou à profissão e foi viver fazendo traduções de livros de científicos e médicos dos grandes mestres como Hipócrates, Paracelso, entre outros. Assim, traduzindo um livro de substâncias usadas na época, com seu espírito científico e  intuição, achou interessante aquelas experiências,  resolveu repetir algumas e modificando outras, realizar experimentações em si próprio e depois em seus familiares. Após anos, em 1796, ele publica o “Ensaio sobre um novo princípio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicinais” , na mais importante revista médica da época. Assim, nascia a homeopatia, com um método de preparo dos medicamentos diferente da alopatia, onde pode-se prescrever  mercúrio, que é tóxico mas, diluído e dinamizado, ele atua como medicamento muito eficaz.

No próximo artigo comentaremos os princípios fundamentais da homeopatia.



 Abraços fraternos,

 Dra. Myrza Márcia Teixeira da Silva