Myrza Marcia Teixeira da Silva
terça-feira, 6 de maio de 2025
terça-feira, 25 de junho de 2013
Medicamento Único
IV - MEDICAMENTO ÚNICO
Para finalizar esse tema sobre as
leis básicas da medicina homeopática, vamos agora falar sobre o “medicamento
único”.
Como vimos nos artigos anteriores,
durante o tratamento homeopático buscamos individualizar ao máximo cada
paciente, considerando suas queixas clínicas, estilo de vida, hábitos, modo de
pensar, sentir, agir, etc. Sabemos e temos certeza de que cada um de nós é
único: a impressão digital e o código genético totalmente individuais, são exemplos
irrefutáveis disso. Com essa idéia e
sintonia é que buscamos encontrar o medicamento que mais se assemelhe às
queixas do paciente. Esse medicamento é denominado Simillimun, também conhecido como “medicamento de fundo” ou
“medicamento constitucional”. Nós, homeopatas, procuramos sempre que possível,
encontrar o Simillimun, como
recomendava Hahnemann. É bem provável que isso não aconteça nas primeiras
consultas, uma vez que a avaliação dos sintomas passam também e especialmente
pela informação do paciente e que vai aprofundando à medida que se estreita a
relação médico-paciente. Assim, à medida que o cliente retorna, esse quadro vai
ficando mais claro e é então possível traçar-lhe um perfil mais exato,
permitindo a escolha do melhor medicamento para cada indivíduo.
Na minha clínica diária,
prescrevo também medicamentos homeopáticos auxiliares para melhorar os sintomas
do paciente, pois penso que devemos sempre buscar conforto, bem estar e
qualidade de vida. Por isso, além dos remédios, também realizo aconselhamento
psicológico, alimentar, atividade física e mudanças de hábitos que porventura
estejam causando desequilíbrios, pois isso também é estar atuando e auxiliando
a melhoria da saúde como um todo.
Com isso terminamos o conhecimento
das leis básicas que regem a homeopatia. Vimos que a homeopatia é um sistema
médico-filosófico diferenciado por entender cada paciente como um ser humano
único, especial e indivisível enquanto corpo, alma e espírito.
Para finalizar transcreverei o
parágrafo 9 do livro “Organon da Arte de
Curar” de autoria do Dr. Samuel Hahnemann:
“No estado de saúde, a força vital espiritual (autocracia ), que
dinamicamente anima o corpo material (organismo), reina com poder ilimitado e
mantem todas as suas partes em admirável atividade harmônica, nas suas
sensações e funções, de maneira que o espírito dotado de razão, que reside em
nós, pode livremente dispor desse instrumento vivo e são para atender aos mais
altos fins de nossa existência”.
Abraços fraternos,
Dra. Myrza M.T. da Silva
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Homeopatia - Doses Infinitesimais
"É mais fácil quebrar um átomo que um preconceito."
A. Einstein
FUNDAMENTOS DA HOMEOPATIA - continuação
Vimos
no texto anterior – Fundamentos da Homeopatia – que a medicina homeopática
segue quatro princípios básicos:
·
Lei
da Semelhança
·
Experimentação
no indivíduo sadio
·
Doses
infinitesimais
·
Medicamento
único
Já esclarecemos sobre a lei da
semelhança e da experimentação no indivíduo sadio. Agora vamos entender os
demais princípios.
III - DOSES INFINITESIMAIS
Dr. Hahnemann observou, enquanto
realizava as experiências iniciais, que usando doses mais fracas obtinha
melhores resultados, isto é, realizava a cura de maneira mais suave e com menos
agravações. Mas mesmo assim as doses ainda acarretavam pioras do quadro
clínico. Não contente com isso ele foi diluindo o medicamento cada vez mais até
chegar às doses infinitesimais ou extremamente diluídas. Nesse processo
Hahnemann observou que quanto mais diluídas e dinamizadas as doses,seguidas de
agitação forte e vigorosa (processo denominado de sucussão), mais energia curativa
se desprendia daquelas substâncias, realizando melhoras do paciente com o
mínimo de efeitos colaterais.
Samuel Hahnemann afirmou em 1816: “Não foi em virtude de uma opinião preconcebida
nem de amor à excentricidade que me decidi a favor de doses tão fracas, tanto
em relação a quina ( substância que usou em si mesmo numa experimentação )
como a qualquer outra substância. Cheguei até lá depois de observações
frequentemente renovadas, e elas me demonstraram que maiores quantidades de
medicamentos, mesmo no caso que fazem bem ao doente, agem com intensidade
maiores do que a necessária para obter a cura, causando assim efeitos
colaterais. Por isso diminuí as quantidades e desci até as mais ínfimas doses,
que me parecem suficientes em oferecerem uma dose salutar, sem agirem com
violência capaz de retardar a cura”.
Sabemos que tudo no universo, tanto no
macro como no microcosmos, é matéria e energia e uma se converte na outra.
Albert Einstein, um expoente da ciência, expressou na sua conhecida equação E=MC2 (E = energia, M é a massa
e C é a velocidade da luz ) a possibilidade
da matéria se converter em energia e vice-versa. Portanto, não há vida sem energia.
No ser humano ela é conhecida por várias denominações: energia vital, chi ou ki
e é responsável por manter a vida, os órgãos e todas as funções do corpo em
funcionamento, como por exemplo, o sistema imunológico, hormônios, metabolismo
e todos os demais.
Desde Hahnemann a ciência tem feito
importantes pesquisas e hoje a medicina tradicional vem utilizando medicamentos
com diluições muito pequenas como a do micrograma com ótimos efeitos.
Outro avanço da ciência em relação às
micropartículas e a energia desprendida, tem seu ápice na construção do Grande Colisor de Hádrons ( LHC ), que é o maior acelerador de
partículas do mundo. Em dezembro de 2011 os cientistas do LHC anunciaram a
descoberta de uma nova partícula que eles acreditam ser o famoso bóson de Higgs, que recebeu o apelido
popular de “partícula de Deus”, por ser a partícula que permite que todas as outras tenham diferentes massas. Estamos
citando essa grande e importante descoberta científica para entendermos melhor
a existência, a possibilidade e a realidade das doses infinitesimais. (1) Outros estudos
interessantes sobre o medicamento homeopático estão relacionados às pesquisas
referentes à memória da água. (2)
Portanto podemos observar que muitos estudos têm
dado noção de como age a homeopatia. Além disso é se suma importância citarmos os ótimos resultados que nós
homeopatas temos obtido por 200 anos na nossa clínica diária e nas pesquisas
científicas realizadas e publicadas.
Para aqueles que querem
ampliar as explicações acima, sugerimos leitura dos links abaixo:
No próximo artigo falaremos sobre Medicamento Único. Até lá!
Abraços fraternos,
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Fundamentos da Homeopatia
OS FUNDAMENTOS DA HOMEOPATIA
A
homeopatia é um sistema de tratamento médico que visa curar por meio de doses infini-
tamente pequenas de substâncias capazes de produzir, em individuos sadios, sintomas semelhan-
tes aos da doença que se pretende tratar.
Assim, podemos falar sobre quatro
princípios básicos da Homeopatia:
·
Lei
da Semelhança
·
Experimentação
no indivíduo sadio
·
Doses
infinitesimais
·
Medicamento
único
Veremos
que a homeopatia é um tratamento individualizado, pois compreende ca- da pessoa no seu mundo interno ( psico-mental ) e suas
reações ao mundo exterior.
I - PRINCÍPIO DA SEMELHANÇA
A palavra Homeopatia vem do grego
com o seguinte significado:
Homeo : mesmo, igual, semelhante.
Phatos : sofrimento, doença.
E tem como principio a expressão
latina: Similia similibus curentur,
isto é, os semelhantes curam os semelhantes. O Dr. Herbert Roberts dá um bom exemplo para o
que estamos querendo dizer. Vamos representar a doença ou enfermidade como um
trem correndo a uma certa velocidade , ora, para controlar esse trem temos duas
possibilidades: enviar um trem em sentido contrário (remédio alopático –
anti-inflamatório, e outros “anti”) e parar à força; ou enviar um trem no mesmo
sentido (medicamento homeopático) que possa
ao encontrá-lo, imprimir uma nova velocidade ao conjunto (equilíbrio, harmonia,
cura) e pará-lo suavemente.
Pelo princípio da semelhança, as
substâncias curam os mesmos sintomas que são capazes de produzir quando
experimentados na pessoa sadia. Por exemplo: a Belladona, preparada homeopaticamente, causa na pessoa sadia febre alta, que sobe rapidamente, com sede,
boca seca e rubor facial, pupilas dilatadas, amígdalas inchadas e dolorosas. Assim, se um paciente
apresenta esses sintomas, estamos autorizados, pela Lei dos Semelhantes, a prescrever-lhe
o medicamento Belladona. Outro exemplo interessante é a experimentação do Natrium muriaticum(sal de cozinha) dinamizado
que causa inúmeros sintomas na pessoa saudável, entre eles: falta de ar por
esforços (que melhora ao ar livre), língua mapeada, tristeza que piora com
consolo, sonha com ladrões e não
consegue voltar a dormir ,ou então, se levanta da cama e vai ver se a casa está
revirada. Um paciente que se queixa desses sintomas, quando toma o medicamento Natrium muriaticum, cura os sintomas
físicos e psíquicos ficando saudável e reequilibrado.
II - EXPERIMENTAÇÃO NA PESSOA SADIA
É um modelo no qual os
medicamentos devem ser experimentados nas pessoas sadias. Os sintomas que a
medicação causa são minuciosamente anotados e servirão de base para curar doentes com os mesmos sintomas. Não
usamos animais porque as doenças se manifestam não somente por sintomas
objetivos como febre,urticária, inchaços ou diarréia, mas também por sintomas
subjetivos e emoções como sede, frio, fraqueza ou angústia,sensações essas que
não seriam possíveis verificar em animais.
A experimentação é realizada com 20
a 100 pessoas (experimentadores) que são considerados sadios após exame clínico,
laboratorial e psicológico. Um médico será o responsável e o grupo será
dividido em dois, um grupo receberá o medicamento e o outro grupo receberá
substância inerte (placebo). Nenhum dos grupos saberá qual substância está tomando.
Os sintomas físicos, mentais, emocionais e sensações serão anotados e
classificados. Com todos os detalhes reproduzidos, posteriormente, o médico homeopata poderá encontrar o
remédio mais rico em "semelhanças" com os sinais e sintomas para curar aquele paciente, naquele momento. Vale saber que desde os primeiros experimentos realizados pelo Dr. Samuel Hahnemamm, temos mais de
2000 medicamentos experimentados.
No próximo artigo vamos falar dos
outros princípios homeopáticos. Até lá!
Abraços fraternos,
sexta-feira, 5 de abril de 2013
O Que é Homeopatia?
![]() |
| Dr.Samuel Hahnemann |
A homeopatia é um
sistema médico
filosófico e terapêutico que
vê o ser humano
como uma totalidade
constituída de corpo, alma
e espírito existindo uma relação
íntima entre eles.
Quando ocorre um distúrbio
em uma dessas partes,
isso se reflete nas outras. Quem
de nós já não
notou isso? Quando
passamos por uma situação
difícil e sentimos nervosismo,
ansiedade ou preocupação,
notamos que essas emoções
podem afetar nossa saúde,
aparecendo sintomas como
expressões desse desequilíbrio dos sentimentos.
Assim, uma situação difícil,
um “stress” maior,
etc, pode desencadear uma gripe, alteração
da pressão ou do diabetes,
a enxaqueca ataca,
surge uma crise
alérgica, alteração do sono,
entre outras tantas manifestações.
O médico homeopata procura
olhar e entender o seu
paciente como um
todo e dessa forma, trata
o doente e não somente
a doença no corpo físico.
UM BREVE HISTÓRICO DA HOMEOPATIA
O sábio
Hipócrates ( 460-475 anos A.C.), considerado o “Pai
da Medicina”, medicava os doentes como uma totalidade
indivisível corpo-alma-espírito. Séculos
depois um famoso
e respeitado médico alemão,
Samuel Hahnemann (1755-1843), realizava a medicina daquela época,
que prescrevia sangrias
com sanguessugas, ventosas
ou corte nas veias,
laxantes, eméticos
(provocam vômitos), tudo
isso para eliminar
as impurezas e assim,
curar. Hahnemann observou que
esse tratamento
comumente prejudicava os doentes, debilitando-os e
muitas vezes causando morte. Aflito
com isso, renunciou à
profissão e foi viver fazendo traduções
de livros de científicos
e médicos dos grandes
mestres como
Hipócrates, Paracelso, entre outros.
Assim, traduzindo um livro
de substâncias usadas na época, com
seu espírito científico
e intuição, achou
interessante aquelas experiências, resolveu repetir algumas e
modificando outras, realizar experimentações em
si próprio e depois
em seus familiares.
Após anos, em
1796, ele publica o “Ensaio
sobre um novo
princípio para descobrir
as virtudes curativas das substâncias
medicinais” , na mais
importante revista médica
da época. Assim, nascia a homeopatia,
com um método
de preparo dos medicamentos diferente
da alopatia, onde
pode-se prescrever mercúrio,
que é tóxico mas,
diluído e dinamizado, ele atua como
medicamento muito eficaz.
No próximo artigo comentaremos os
princípios fundamentais
da homeopatia.
Abraços fraternos,
Dra. Myrza Márcia Teixeira da Silva
Dra. Myrza Márcia Teixeira da Silva
Assinar:
Comentários (Atom)





